Vista aérea das ruas de café plantadas em curva de nível, com o açude e a estrada de terra

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Vem ver de onde sai.

Quatro paradas, um projeto experimental e uma vista que explica boa parte do sabor.

O tour

Transparência aqui não é uma palavra bonita no rodapé.

Se você vai colocar isso na sua xícara todo dia, tem o direito de ver a estrada, o telhado, a máquina e o pé. Está tudo abaixo, inclusive o que ainda está em obra.

A sede do sítio ao entardecer, cercada pelas ruas de café

01 · A sedeFim de tarde

01 · A sede

A casa fica onde o sítio começa a descer.

A sede foi construída no ponto em que o terreno vira: dali se vê a maior parte dos talhões, o açude e a estrada que corta a propriedade. É o posto de observação e a sala de reunião ao mesmo tempo: a decisão de começar a colher sai quase sempre de lá, olhando a lavoura com café na mão.

Ao redor dela ficam as construções de apoio: o galpão, o depósito e as casas de quem trabalha e mora no sítio ao longo do ano.

02 · A capela

A construção mais antiga é também a mais fotografada.

Amarela, telha de barro, portal de tijolo aparente e acabamento azul: a capela fica bem na curva da estrada de terra, na entrada do sítio. Ela não foi restaurada para virar cenário: segue em uso, e o sino continua marcando o horário para quem está no campo.

É a silhueta dela que está desenhada no selo do Sítio Vó Laura e Vó Maria, entre o ramo de café e a flor de lúpulo. Quando você vira o pacote e vê aquele círculo, está vendo esta capela.

Selo do sítio: capela entre um ramo de café e uma flor de lúpulo
Detalhe da capela: parede amarela, janela azul e telhado de barro

02 · A capelaPresente no selo

Estrutura metálica do maquinário de beneficiamento em montagem no sítio

03 · BeneficiamentoEstrutura em ampliação

03 · O maquinário

O que decide a qualidade não é a torra. É o que vem antes dela.

A estrutura de beneficiamento é a parte menos romântica e mais decisiva do sítio. É ali que o café passa por lavagem e separação de bóia, segue para secagem controlada e depois para o descascamento e a classificação por peneira e densidade.

Cada lote entra e sai identificado. Isso é o que permite dizer, no rótulo, de qual talhão veio o café, e o que permite repetir um lote que deu certo no ano seguinte.

  • RecepçãoLavagem, separação de bóia e retirada de impurezas no mesmo dia da colheita.
  • SecagemTerreiro e secador, com acompanhamento de umidade até o ponto de armazenagem.
  • ClassificaçãoPeneira, densidade e catação eletrônica antes de fechar o lote.
Ruas de café em curva de nível com ipês floridos entre os talhões

04 · As plantações

Plantado em nível, colhido em ordem.

As ruas acompanham a curva do terreno, e isso segura a água da chuva no lugar, reduz a erosão na terra vermelha e facilita o trânsito de máquina sem machucar o pé. Entre os talhões ficam as árvores nativas e os ipês, que não estão ali por enfeite: dão sombra, abrigam inimigo natural de praga e marcam o calendário da florada.

Galeria

O sítio em quinze quadros

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05 · Inovação

O lúpulo: a parte da história que ainda está sendo escrita.

Tradição não é medo de tentar. É saber o que não se pode perder enquanto se tenta.

Vídeo com legendas32 s

Lúpulo é planta de dia longo e clima frio. O Brasil importa praticamente todo o que consome, e as tentativas de plantio nacional costumam esbarrar no fotoperíodo e no calor. Santo Antônio da Alegria tem uma vantagem rara para o interior paulista: altitude alta e inverno seco com noites frias.

Montamos uma área experimental com espaldeira alta, aproveitando a estrutura de irrigação que já existia para o café e a mão de obra no período em que a colheita está parada. A cada ciclo, anotamos brotação, altura, produção de cone e teor aromático, e comparamos.

Ainda não é uma linha de produto. É um experimento sério, com objetivo claro: entregar lúpulo local para as cervejarias artesanais da região, que hoje compram matéria-prima de fora do país.

01

Mesma estrutura

Irrigação, energia e equipe já existiam para o café. O lúpulo ocupa a janela ociosa do calendário.

02

Cadeia curta

Cervejaria da região comprando lúpulo da região: menos transporte, mais frescor, dinheiro que fica perto.

03

Dados, não achismo

Cada ciclo é registrado. Se não funcionar, a gente conta também: é assim que experimento vira conhecimento.

04

No selo desde o início

A flor de lúpulo já estava desenhada no selo do sítio, ao lado do ramo de café. A lavoura só foi atrás.

Visitação

Quer vir na época da colheita?

Recebemos grupos pequenos entre maio e agosto, com agendamento. Dá para acompanhar a colheita, ver o beneficiamento funcionando e provar o café direto do lote.